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05/08/2008 15:19
Falta comunicação!
Apesar da febre tecnológica cada vez mais intensa e do uso desbragado de celulares - trocados semanalmente pelos mais antenados - ainda há muita falta de comunicação entre as pessoas. A maioria tem as ferramentas para estar diuturnamente conectada às pessoas de sua relação, mas, em muitos casos, principalmente em questões de trabalho, no frigir dos ovos, a falta de comunicação eficaz e útil acaba causando transtornos aos "desligados".
Chego à conclusão de que MSN, celulares, Orkut, e-mail e congêneres não substituem, por si só, o velho e necessário bom senso. Pelo contrário, se mal utilizados podem gerar terríveis prejuízos aos viciados de plantão.
Hoje em dia, é comum vermos em mesas de bares ou restaurantes, quatro pessoas reunidas, porém todas ao celular. Juntas, de corpos presentes, mas com as cabeças totalmente ausentes. O virtual anda tomando espaço demais do real. Precisamos viver mais o cotidiano em si mesmo, pois, via de regra, vida é aquilo que acontece enquanto planejamos ou falamos sobre o nosso hipotético futuro.
enviada por Altavolt
17/07/2008 16:11
A cidadania não anda de ônibus
Constatada a morte da mãe-educação, cuja "causa mortis" é o descaso de autoridades e sociedade, percebemos que três de seus filhos - a solidariedade, o respeito e a cidadania - perambulam à pé pelas ruas, rotos e maltrapilhos, totalmente esquecidos. Diz o aviso: "Assento reservado...", mas os únicos passageiros que costumam freqüentar este assento são o egoísmo, a ignorância e a preguiça. Nos coletivos, esqueceu-se o coletivo. Só há o eu e o agora. São centenas de umbigos ensimesmados, atropelando-se, xingando-se, matando-se pouco a pouco. A morte da mãe-educação transformou-nos em bichos que falam. Só isso.
Texto publicado originalmente na mostra "Coletivo: Kaos" de Fábio Reoli, que pode ser acessado em: http://coletivokaos.zip.net/
enviada por Altavolt
17/07/2008 15:56
Solidariedade aos carteiros!
De uma coisa bastante aborrecida a greve dos funcionários dos Correios está nos livrando: daquelas malditas malas diretas, de bancos, cartões de crédito, empresas de telefonia, Tvs à cabo, lojas, enfim, toda a sorte de propagandas enganosas que têm o feroz intuito de laçar mais incautos para os seus famigerados produtos.
São produtos que oferecem mundos e fundos no momento da adesão, mas cuja lua-de-mel termina logo no primeiro problema a ser enfrentado (99% das vezes são imbróglios causados pelas próprias empresas). Nessa hora, o cliente será remetido aos robotizados e gerundizados atendimentos de tele-marketing, uma das maiores pragas da sociedade moderna (moderna?). E tome chá de telefone, ouvindo musiquinhas e atendentes informando que vão estar direcionando a sua ligação para a PQP.
Por isso, toda a minha solidariedade à greve dos carteiros, esses trabalhadores incansáveis, responsáveis, em grande parte, por possibilitar e viabilizar as movimentações financeiras e os negócios milionários das grandes corporações, sem, contudo, receber a sua merecida e compensatória contrapartida.
Essa categoria de profissionais merece ser mais valorizada e respeitada, haja vista os enormes transtornos que sua justa greve tem causado à nossa sociedade.
O atendimento de suas reivindicações é uma forma de tornar mais equânime a distribuição de renda em nosso país.
Por que os carteiros têm de andar sob sol e chuva, expostos a vários tipos de perigos e contratempos, para amealhar apenas um salário irrisório no fim do mês?
Os trabalhadores dos Correios sempre propiciaram muitas facilidades e felicidades a toda sociedade, e merecem levar uma parcela mais generosa do bolo da economia.
Espero que consigam tudo aquilo que pleiteiam!
enviada por Altavolt
15/07/2008 12:36
Porra de blog que ninguém lê!
É foda, todo dia a mesma rotina. Acordamos cedo, pegamos o busão lotado, e aguentamos aquela puta lentidão no trânsito imbecil de Sampa.
Todas as pessoas estão ficando com a mesma cara nessa cidade. Vestem-se uniformemente, falam parecido, sempre as mesmas gírias. Celular a tiracolo aonde quer que vão.
Relações virtuais muito mais movimentadas que as reais. Não se sabe nem ao certo com quem está falando, se é homem ou mulher, mas...tudo bem, o importante e "up to date" é estar sempre conectado.
Tudo pasteurizado, massificado, cadê a porra da individualidade? a autenticidade? Não há mais espaço pra elas!
Todos vão estar enviando um e-mail para alguém ou vão estar ligando mais tarde.
Nas franquias internacionais de "fast-foda-se", os atendentes explorados vão estar com aquele riso forçado estampado na cara, dizendo que vão estar anotando o seu pedido. É foda. tudo igual, tudo muito igual.
Agora vou indo, chega de vociferar por hoje! Ninguém vai ler esta porra mesmo!
enviada por Altavolt
23/06/2008 10:31
Propaganda - Nação Zumbi
Prezados colegas, coloco abaixo a letra da música "Propaganda", da Nação Zumbi, a qual julgo bastante interessante e que suscita debate sobre o consumismo desenfreado a que a "moderna" sociedade globalizada está submetida.
Será que precisamos de tudo que a propaganda maciçamente insiste em nos empurrar goela baixo? Será que precisamos de um novo celular a cada semana? De um novo carro a cada ano? Em que medida essas "conquistas" nos tornam verdadeiramente mais felizes e realizados? Em que medida essas "necessidades adquiridas na sessão da tarde" irão nos preencher interiormente?
Está lançada a pergunta, caros colegas...
Abraços a todos.
Propaganda
Nação Zumbi
Composição: Letra: Jorge Du Peixe, Rodrigo Brandão E Gilmar Bolla 8/música: Nação Zumbi E Marcos Matias
Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
enviada por Altavolt
18/06/2008 09:13
Os grotescos assolam o Brasil
No Brasil, devido a várias circunstâncias históricas e geográficas, temos o ambiente propício à proliferação dos grotescos.
Na minha concepção, os grotescos surgem quando não possibilitamos a formação de verdadeiros cidadãos. Eles são os não-cidadãos. Criados no vácuo formado pela falta de boas políticas educacionais e outras deformações econômicas e sociais surgidas no Brasil desde o seu descobrimento e colonização. O Brasil atual é campo fertilíssimo para a procriação desenfreada de grotescos.
E não pensem os leitores que os grotescos são apenas pessoas desprovidas de educação formal. Não, há um número altíssimo de grotescos pós-graduados e pós-doutorados que perambulam por várias esferas decisórias do poder constituído. Brasília é um centro irradiador de grotesquices, talvez o maior deles.
Oligarquias e monopólios industriais também contribuem enormemente para a manutenção da grotesquice em nosso país. A grande mídia televisiva e escrita também tem os seus representantes pró-grotesquice que não fazem nada para melhorar os níveis de cidadania e consciência do nosso povo. Muito pelo contrário, há décadas que atuam apenas para garantir as benesses já conquistadas pela minoria mandante.
Enfim, grotescos existem aos borbotões, e assolam as ruas, empresas, universidades, hospitais, ou seja, todas as instâncias e lugares desse enorme país.
Atualmente, por onde quer que andemos, vemos demonstrações de toda sorte de grotesquices, seja pela falta de educação, seja pela ausência total de solidariedade com as outras pessoas, seja pelo egoísmo e pela mesquinharia. Basta tomarmos como exemplo mais gritante a conduta da maioria dos brasileiros no trânsito, onde o desrespeito a tudo e a todos grassa vergonhosamente.
Temos muito a falar sobre grotescos e grotesquices, mas fica para outras oportunidades, pois o material infelizmente é farto e já foi objeto de um manual elaborado por esse seu criado. A minha intenção é abrir a discussão sobre esta realidade, que acredito afetar aos leitores tanto quanto a mim.
enviada por Altavolt
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